Parlamentar denuncia ações do órgão ambiental e defende regularização fundiária e mineral no TapajósReprodução: Sociais
O deputado estadual Wescley Tomaz (Avante) se manifestou, na manhã desta terça-feira (1), na Tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), contra a queima de caminhões realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em operações de fiscalização na região do Tapajós.
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Durante seu pronunciamento, o parlamentar repudiou a destruição de veículos e equipamentos utilizados por trabalhadores locais e destacou que essa realidade precisa mudar. "Essa é uma luta de todos nós, que há anos enfrentamos o excesso de fiscalização e a falta de regularização. Em breve, vamos apresentar um grande projeto ao Governo do Estado para, juntos, fortalecermos o setor produtivo no Tapajós. Aguardem!", afirmou.
Tomaz também relatou sua recente visita à comunidade do Chapadão, onde presenciou a angústia de diversas famílias afetadas pelas ações do Ibama. Segundo ele, os moradores enfrentam expulsões, apreensão de gado e produção agrícola de maneira irresponsável. "Tive sábado lá no Chapadão e vi dezenas de famílias com o constrangimento de estarem sendo expulsas, tendo seu gado e sua produção apreendidos de forma arbitrária por uma entidade que está tão poderosa quanto o nosso Supremo Tribunal Federal, que é o Ibama", disse.
O deputado criticou duramente a destruição de dois caminhões com mais de 40 mil litros de óleo diesel em Itaituba, ação que ele classificou como "puro capricho" do órgão ambiental. "Esses caminhões poderiam ter sido apreendidos e levados à cidade para que houvesse uma destinação adequada para esse combustível. A gente não sabe aonde esse desgoverno quer chegar, porque o Incra deveria providenciar a regularização fundiária, e a Agência Nacional de Mineração deveria regularizar a atividade mineral", afirmou.
Para Wescley Tomaz, a ausência de regularização agrária e mineral no Pará tem contribuído para conflitos e dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores da região. "O mau uso do solo acontece pela falta de regularização, e é muito fácil para o Ibama, com toda a sua superestrutura, destruir equipamentos, destruir sonhos e destruir famílias que estão naquela região há décadas tentando ter uma vida digna", concluiu.
O parlamentar reforçou que continuará lutando em defesa dos trabalhadores do setor produtivo e buscará alternativas para regularizar a situação fundiária e mineral na região, garantindo segurança jurídica e desenvolvimento sustentável para as comunidades impactadas pelas ações do Ibama.
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